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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Envelope

Para ter um melhor entendimento vamos falar um pouco do dB.

Decibéis

A percepção do volume está relacionada à variação de pressão gerada por uma onda sonora e, portanto, à sua intensidade.

Nosso sistema auditivo tem dois limites de audibilidade:

- limiar de audibilidade (mínima intensidade audível)
- limite de dor (máximo nível de intensidade audível sem danos fisiológicos ou dor).

Do ponto de vista auditivo, o dB é mais interessante de se estudar do que sob a matemática.

O ouvido com sua não-linearidade, oferece algumas surpresas e inocoêrencias. O interessante do lado matématico é que razões (divisões) enter potência dão origem a diferenças (subtrações) de nível.

A gama entre os 2 limites é muito grande. Para uma frequência pura de 1000 Hz, esses limites vão de 10-12 watt/m2 a 1 watt/m2, ou seja, uma razão de 1 trilhão para 1.

Numericamente, a referência em watt/m2 não é confortável. Para isso foi introduzida uma razão de compressão logarítmica, o decibel (dB).

DECIBEL é uma relação logaritmica entre duas potências ou intensidades.

dB = 10 log10 (I1/I2)


A cada 3dB a Intensidade dobra: I + I --> 10 log (2/1) = 10* 0,301= 3dB.

Percebendo os decibéis

1 dB, para volumes altos e confortável para audição, é a mínima variação de volume perceptível pela média das pessoas sadias. Mas, a volumes baixos, a mesma razão de 1 dB é totalmente imperceptível.

Ou seja, no rádio de pilha no meio da poluição sonora será imperceptível.

Sistemas de P.A(Public Address) de casas de show ou em estúdios de gravação esta variação é mínima.

Usamos escalas logarítmicas em Áudio porque a resposta do nosso mecanismo de audição é proporcional ao logarítmo da razão entre frequências e também a logarítmo da razão entre amplitudes.

Para ter um bom entendimento do envelope, precisamos endender como nosso ouvido responde as pressões sonoras.

Nosso comportamento auditivo

A extenção de níveis que somos capazes de ouvir é de 0 dBSPL a 130 dBSPL.Ou seja, a maior pressão acústica que podemos suportar é aproximadamente 32 milhões de vezes maior que a menor pressão acústica que conseguimos perceber. E, mais impressionante e que a relação entre as potências dissipada por estes extremos é de 10 trilhões.

A nosso audição reage a variações de nível em uma escala logarítmica.A cada vez que quizermos perceber uma dobra aparente no volume de um sinal de teste, teremos que aumentar a potência dissipada em dez vez.Ou seja, a intervalos interpretados como iguais pela nossa percepção, equivalem a intervalos à (razão de 10x) na potência dissipada pelo sinal.

y = 10Ex logo log y = x, na base 10

A nossa audição também reage em uma escala logarítimica a variações de frequência. A intervalos interpretados como iguais pela percepção,oitavas na escala musical, equivalem em intervalos cada vez maiores(à razão de 2x).

y = 2E logo log = y, na base 2.

Obs: 1 oitava corresponde ao dobro da frequência.

Sub-graves: até 80Hz(2 oitavas)
Graves: de 80 a 200 Hz(4/3 oitavas)
Médios-graves de 200 a 630 Hz(5/3 oitavas)
Médios: de 630 a 2 KHz(5/3 oitavas)
Médios agudos: de 2 a 6,3 KHz(1 oitava)
Super-agudos: acima de 12,5 KHz(2/3 oitavas)


O decibel, puramente, é uma medida comparativa entre duas potências. E pode ser expressa em dB, por: dB = 10.log p2/p1

Para o ouvido cada aumento de 10dB da a sensação de o dobro do volume. Então a mudança de 10 watts para 100 watts é sentida como o dobro do volume de som; para dobrar novamente, precisaríamos de mais 10 dB - isto é 1000 watts.Isso não depende de nós, e sim o que teremos que perder.
Pare e pense... 1000 watts a 1 m de distância do boneco, dissipada pelo falante.
Deve ser de ensurdecer rsrsrsr.

PMPO: Potência média para otários. Não tome como referência.

Potência máxima de alguns instrumentos
InstrumentoPotência Máxima (watt)Decibéis
clarinete0,0586
violoncelo0,1692
piano0,2794
trompete0,3194
trombone6,0107
bumbo(Kick)25,0113


Envelope

O som de cada instrumento ,voz, animal ou ruído tem sua forma peculiar de começar, se manter por algum tempo, e se extinguir.Alguns começam suavemente,se mantêm por algum tempo e terminam de forma suave. Outros começam com forte impacto, duram pouco e se extinguem rapidamente.
O conjunto dessas variações dinâmicas do som de determinada fonte é denominado envelope. Este nome faz muito sentido, pois trata-se do envoltório imaginário das ondas que fazem parte do som.
O envelope típico tem quatro fases: Ataque(Attack), decaimento(decay), Sustentação(Sustain), e Relaxamento(release). Por esta razão, sintetizadores é comun encontrar um conjunto de controles denominado ADSR, que são as inicias dos componentes do envelope.

Espero ter ajudado.

Link na Wikipedia

Pedro Motta.

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Integrando a ReBirth com o Sonar

Ribirth com Sonar

O Sonar é um software para gravação, edição e mixagem de áudio. Com ele vc pode desenvolver projetos de CDs, trilhas sonoras, multimídia. Além de todos os recursos de gravação multipista (multrack), para edição de áudio, e do seqüenciador MIDI, já presentes na suas versões anteriores, o popular Cakewalk Pro Áudio. Essa nova versão, o Sonar, traz uma grande quantidade de inovações comparada aos seus antecessores.

Esse software é utilizando tanto a nível profissional, quanto amador (os home studios da vida) proporcionado a criação de trabalhos musicais com um resultado bem satisfatório.

Uma característica muito legal no Sonar é a fácil usabilidade. Sua interface é bem amigável, comparado a outros softwares similares, e intuitiva. Ele permite uma ótima integração com outros softwares seqüenciadores, como a ReBirth e o Rason. Funcionalidade indispensável para as produções de música digital desde das duas últimas décadas. Nosso objetivo neste post é mostrar o quanto é fácil integrar o Sonar com a ReBirth.

No sonar, vamos iniciar um novo projeto:
Quando vc abre o Sonar aparece o Quick Start, uma forma rápida de vc selecionar abrir um Projeto anteriormente iniciado, abrir o último aberto, ou iniciar um novo projeto.

Selecione “Create a New Project”. Agora, vc deverá escolher a configuração do projeto que vc está iniciando, escolha Normal.


Como vc pode notar na imagem acima, ele abre automaticamente alguns canais de audio (para gravar Wave), alguns canais de MIDI e em baixo o máster, um sub Grupo e um de Efeito. Para utilizar algum programa de Loop, como a ReBirth ou o Reason, sempre no menu principal, opção “Insert”, irá constar numa das sub-opções uma específica para o programa de sequencer que estará instalado na sua máquina. O próprio Sonar reconhece esses programas.
Nesse momento vamos utilizar a funcionalidade do Sonar que integra com a ReBirth, contudo, para que isso seja feito com sucesso, ceritifique-se que a ReBirth esteja fechada na sua máquina.
Feito isso, no menu principal:
Insert ReWire Device ReBirth Audio.


Um parêntese: Quando fiz o upload das imagens pude notar que ficaram bem
ruins aqui no blog. Mas, se vc clickar sobre elas poderá visualizá-las
com mais nitidez.

Voltando: Provavelmente, se vc nunca fez esse procedimento antes, será necessário ainda uma configuração. Defina como vc deseja que as Tracks sejam criadas (Se vc quer uma para cada instrumento da ReBirth ou todas mixadas em Stereo) e se vc vai querer que uma janela com as propriedades do Synth e/ou outra com o rack. A parte mais relevante para mim nesta configuração é que cada instrumento da ReBirth seja endereçado para um canal. Veja na figura como eu sempre trabalho. Dessa forma tenho mais flexibilidade para mixar os instrumentos. Conseqüentemente, consigo uma sonoridade que mais me agrada, embora isso dê mais trabalho.

Agora vc tem os novos tracks (canais) um para cada respectivo instrumento da ReBirth.


Agora execute a ReBirth, abra algum arquivo que vc já tenha finalizado, ou não, um loop (ou song). Retorne para o Sonar pressione Play, pronto a Rebirth ja deve estar tocando na sua máq através do Sonar.

A ReBirth vem com vários exemplos sequanciados, no diretório de instalação dela vc deve encontrar um pasta, Demo Songs:

So, then .... enjoy yourself

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Criando meus próprios toques para o Celular (.MP3).

Atende o Telemóvel, com mais estilo.

Ok, ok!!!
Estou levando pancada, vou tentar diminuir os posts ..... heheheh (Coeee, Felipe!! Bricadeira, sei que vc ta querendo mater um clima descontraido na área. Fica tranq!)
Existem toques maneiros ... mas, eu tenho idéias, embora não tenha tempo pra todas. Eu gosto da ReBirth, ela tem uma sonoridade que me agrada muito. É razoavelmente flexível e posso integrá-la tanto ao Cubase, quanto a outros, como o Nuendo ou o Sonar (veja qui!).

Acabei de sequenciar um loop, gostei do resultado, estou carregando para ser toque do cel.




Como isso funciona?

A idéia é construir patterns. Cada Banco pode ter até 8 patterns diferentes. Cada Módulo de sequencer, vou chamar assim, possui 4 bancos. Cada pattern é sub-dividido em 16 partes iguais de tempo. Cada Módulo pode tocar um som, ou não, em cada 1/16 parte do tempo. Com o slide vc liga o som de um 1/16 no outro. O accent como o próprio nome já diz acentua o som emitido na quele “step” ( Ou seja 1/16 parte do tempo). Cada 1/16 parte é ordenada e vc pode identifica - lá por um display cujo o título é “Edit Step”. Ali vc está editando um dezesseis avos qualquer do patern. Poder ser o 1°, ou o 2° ..... até o 16°.

A ReBirth vem com vário exemplos de paterns e songs seqüenciados. Os dois primeiros módulos são melódicos. A maioria dos exemplos usa sempre um deles para programar um riff de bass. Mas possui uma boa extensão possibilitando explorar sons agudos tb. Infelizmente, tem que mexer na afinação para explorar toda a extensão. Isso dificulta um pouquinho, admito.Cada um dos dois módulos melódicos possui botões para configuração da edição da afinação, timbre, acentuação e decay (não sei traduzir isso .. hehhe). Ah! Ainda pode escolher a forma da onda. Pois é, só duas eu sei mas ....

Os dois últimos módulos são rítmicos, bateria eletrônica. Cada instrumento da bateria está micro-abreviado: BD, logicamente não é banco de dados, é Bass Drum, ou seja, bumbo. SD Snare Drum, caixa. LT, Low Ton. MT, Middleton. HT, Highton (são os ton-tons da bateria, aquele som da segunda parte do message in a bottle, Os Paralamas tb exploraram esses sons em muitas levadas, alias eles copiavam o Police a rodo. Ok, ok!! Muito bem copiado. Tb acho). RS, é a clave (não lembro o nome em inglês). CP, claps. CH, Close Hi-Hat. OH, Open Hi-Hat. CC, Campana do Ride (Prato de condução, tocado na campana). RC, Ride. Chega ... acho que é isso. Não sou baterista.

Cada Módulo possui um controle de pan, volume, deley e efeitos (distorção e etc ..). Cada efeito tb pode ser configurado.

Você cria loops ou canções a partir dos patterns. Uma canção pode possuir um loop, ou ao contrário. Como vc Preferir.

O menu “edit” te permite copiar, cortar, colar (pardrão windows) nos patterns, aterá-los, shifta-los , randomizá-los automaticamente. No menu “edit” você inicia um loop ou canção apartir de um pattern criado.

È isso ai ... dá pra juntar com o sonar e adiciona guitarra, sax, teclado. Eu já fiz vários cds, quando trabalha em studio de gravação, usando a ReBirth . Muitos discos famosos usaram sequencers montados nela.

No menu “File” vc exporta para .wav depois converte para .mp3. Simples, rápido, show!

Exemplos criados por mim , postei aqui no Estação ZN.

Agora, o mais maneiro dessa história:

Vcs podem fazer douwnload da ReBirth, Mods e add-ons pra ela em: http://www.rebirthmuseum.com

Descobri essa parada agora, tem uma comunidade e tudo ... boladaum a situ.

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